Clean, Safe & Driveless Cars

14 de outubro de 2013

Clean, Safe & Driveless Cars

Rafael Cerveira Pinto, Managing Partner – Squadra

Conta-nos a história que, a massificação do automóvel a partir de 1913, aconteceu quando Henry Ford de forma brilhante e inovadora para a sua época, considerou que o processo de produção em série poderia ser a forma de lançar um automóvel acessível ao povo americano, o Ford-T. A partir dessa data, começou uma revolução mundial na mobilidade individual que ainda não terminou. Estima-se que hoje, existam mais de um bilião de automóveis a circular em todo o mundo.

À data de hoje, em 2013, verificamos que a indústria automóvel está num novo ciclo de evolução, com uma procura constante de tecnologias menos poluentes, mais seguras e motorizações mais diversas, com recurso a diversos tipos ou fontes de energia, tornando a indústria mais fragmentada.

Em termos de evolução da oferta das marcas assistimos a uma tendência de crescimento quer de marcas premium, quer de marcas low cost, bem como de novas propostas posicionadas como vintage/cool, que respondem a uma procura de consumidores mais trendy e cosmopolitas, dificultando naturalmente a vida aos construtores mais generalistas.

Relativamente às tecnologias aplicadas á utilização do automóvel, aguardam-se boas notícias – uma grande variedade “drive assistance” vão estar disponíveis no mercado, no curto prazo. Em termos de grandes benefícios para os utilizadores dos automóveis, apontam-se uma diminuição do stress na condução e uma maior prevenção de acidentes.

Como principais exemplos de tecnologias de “drive assistance” disponíveis, temos a “reverse park” (estacionamento automático), a “read traffic signs” (leitura e aviso ao condutor de sinais da estrada), “cruise control adaptative”, um estabilizador de velocidade que controla também a distância para o veículo da frente e o “city safety” (travão automático) que evita o embate em obstáculos.

Existem já uma série de empresas a investir neste novo segmento de negócio da tecnologia de assistência à condução, incluindo nomes mais ou menos surpreendentes como a Google, focadas em ajudar a criar automóveis mais seguros, com a possibilidade de vir a ter um piloto automático que dispense a condução por um humano, tal como a hoje conhecemos.

A disponibilidade destas tecnologias nos automóveis de série vai ser gradual, mas estima-se que em cinco anos, seja possível vir a ter um “piloto automático” no nosso automóvel de utilização diária, ou seja, um século depois, a indústria automóvel vai voltar a mudar a forma como hoje vivemos!

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