15 de junho de 2011

Opiniões que Marcam


(*) Managing Partner da Brand Finance Portugal, Espanha & Palop’s


 


Como tem sido muitas vezes referido, uma das saídas possíveis para a crise que vivemos é o incremento das exportações dos chamados bens transaccionáveis.


 


Como definição temos que Bens transaccionáveis são aqueles que são passíveis de serem comercializados nos mercados internacionais, logo geradores de ganhos sobre o estrangeiro com a consequente melhoria da nossa relação com o exterior.


 


Para serem competitivos no mercado, estes bens (ou serviços, como por exemplo o turismo) deverão dispôr de algum tipo de vantagem, seja o preço, a qualidade, ou o design, que os posicione acima da sua concorrência no processo de decisão do consumidor.


 


É também reconhecido  pela esmagadora maioria dos analistas e comentadores que a estrutura da nossa indústria produtora de bens transaccionáveis se situa na zona mais baixa da cadeia de valor, em clara concorrência com os países de Leste, na Europa, e com as economias emergentes da Ásia e da América Latina.  Ou seja, com claro enfoque nos factores de produção em desfavor dos critérios de intangíbilidade que caracterizam os produtos de maior valor acrescentado.


 


Neste contexto, torna-se absolutamente fundamental proceder a esta alteração nos nossos produtos, reforçando os seus aspectos de intangibilidade, onde as marcas têm um papel fundamental, seja para permitirem criar ou satisfazer uma ideia na cabeça do consumidor, seja para penetrar, de forma mais eficiente, nos canais de distribuição.


 


Tendo em conta que estamos a falar de processos de desenvolvimento longos, e para que tal seja feito com objectividade, torna-se necessário encontrar o ponto de partida, isto é, quantificar o valor actual das nossas marcas. Adicionalmente e, mais do que nunca, a escassez actual de recursos exige que os investimentos sejam muito mais eficazes do que foram no passado.


 


Após o conhecimento do valor de cada marca, é assim possível delinear uma estratégia, conhecedora dos factores que a influenciam, capaz de ser monitorizada e alterada a qualquer momento, ajustando-a às evoluções dos diversos mercados onde competem.


 


Igual raciocínio é válido e urgente para Portugal, pois é absolutamente claro, que a “nossa marca” influencia de forma determinante as marcas e as empresas  portuguesas que actuam no mercado global.


 


Por estas razões, acredito que este é um dos desafios mais importantes  no caminho que temos que percorrer para o nosso sucesso enquanto Estado e Nação.

Avalie este artigo 1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas
Loading ... Loading ...

Comentários (0)

Escreva o seu nome e email ou faça login com o Facebook para comentar.