“É fácil de entender, mas difícil de aplicar…”

19 de abril de 2017

“É fácil de entender, mas difícil de aplicar…”

Miguel Rangel, Director Comercial, Desenvolvimento e Comunicação da Fundação de Serralves

À medida que os objetos se transformaram em bits, o nosso comportamento modificou-se e emergiram muitos novos modelos de negócios que afetam as empresas.

Os paradigmas do século XX não servem mais como antes. Os produtos converteram-se em serviços e as pessoas passam de querer possuir algo para simplesmente usar, desfrutar e partilhar.

A empresa do século XX, centralizada e hierárquica, não está preparada para isso. Os novos formatos de empresas ligadas, dispersas, mas com capacidade de decisão ao nível do cliente estão a ultrapassar as clássicas.

Os nossos clientes, influenciados por amigos e conhecidos, têm pouco respeito pelas marcas e produtos tradicionais e pedem novas experiências.

Querem desfrutar de um serviço e não se importam que produtos usam. Tudo se compartilha; o poder aproxima-se do consumidor e distancia-se das empresas e das marcas que têm que recuperar terreno usando as redes sociais para conseguir seguir os consumidores nas suas várias “tribos”.

Os segmentos de mercado tendem para a unidade; “Eu” sou o meu segmento de mercado e quero ofertas direcionadas a mim.

Entendo que as empresas querem ter mecanismos, como o CRM, para me identificar em cada um dos meus movimentos dentro e fora da rede. Até estou disposto a partilhar os meus dados e preferências se, em troca, tiver um conjunto de vantagens para usufruir.

Todos nós somos muito mais transparentes do que os nossos pais e incomoda-me pouco que me sigam nas minhas andanças através das redes sociais ou nas minhas compras através de e-commerce.

É neste intercâmbio de informação que as marcas têm que conviver e lutar pela atenção e preferência dos seus clientes.

É fácil de entender, mas difícil de aplicar…

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Por Miguel Rangel

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