O Clube de Criativos de Portugal foi a eleições no passado dia 24, e Mário Mandacaru – o seu anterior vice-presidente – surge para o próximo mandato como o novo presidente do organismo, que representa a comunidade de criativos portugueses. O Imagens de Marca lançou-lhe algumas questões para tentar perceber que linhas guiam a nova direcção e por onde espera o novo presidente que passe o futuro do CCP.
Imagens de Marca: Em poucas palavras, como descreveria o CCP?
Mário Mandacaru: O CCP é uma boa marca que oferece um produto que não condiz com a sua ainda boa reputação.
IM: Quais são os grandes objectivos da nova direcção do CCP?
MM: O mais ambicioso será certamente dotar o CCP de uma estratégia empresarial clara, que oriente o seu destino de forma a atingir objectivos mensuráveis a médio/longo prazo e que garanta uma maior estabilidade financeira e, dessa forma, permita-lhe actuar no mercado com maior regularidade e autonomia. Se daqui a dois anos eu me retirar da direcção, deixando esse legado estruturante, vou ter a sensação de dever cumprido.
IM: Como pretende o CCP constituir-se cada vez mais como um organismo representativo dos profissionais do sector?
MM: Basicamente alargando o espectro de público, uma vez que a criatividade não está confinada aos departamentos criativos, mas, antes, é cada vez mais transversal em todo o processo de criação. Temos que alavancar os nossos canais de comunicação, se quisermos ganhar relevância dentro e fora dos ateliers, e, para isso, prevemos a reabilitação da revista Alice em moldes que ainda estão por definir, mas que garantam a sua sustentabilidade.
Volta “Alice” |
IM: Para além da elaboração do anuário do CCP e da realização do festival, existem mais actividades planeadas?
MM: Queremos também replicar, com alguns refinamentos, o formato de palestras como o fizemos no 10º Festival, onde convidámos oradores da área da comunicação e não só. Vamos fortalecer os vínculos com entidades congéneres, tirando maior proveito da nossa relação com o Art Directors Club of Europe, bem como com a APAP [Associação Portuguesa das Empresas de Publicidade e Comunicação], APAN [Associação Portuguesa de Anunciantes], CPD [Centro Português de Design], e mesmo com as escolas. Penso que se unirmos esforços conseguiremos todos atingir melhores objectivos.
IM: Como está o CCP a nível financeiro?
MM: É sabido que não estamos ricos, mas ultrapassámos a crise gerada há 4 anos, quando implementámos o 7º Festival na Estufa Fria. O tema era o Oriente e ao trazermos gente do outro lado do mundo, desorientámo-nos um bocado. Foi um risco calculado, mas o retorno em notoriedade não foi o suficiente para pagarmos as contas. Acreditamos que o CCP tem um potencial até agora nunca explorado para gerar dividendos suficientes que lhe garantam sustentar um plano de actividades condigno com as suas aspirações. Já começámos a trabalhar para isso.
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