18 de maio de 2011

Reportagem

5 400, 3 600 12 000 são alguns dos números do franchising em Portugal dados ao Imagens de Marca por Andreia Jotta, directora do Instituto de Informação em Franchising e directora da Expo Franchising (que decorreu este fim-de-semana em Lisboa). Esta responsável refere-se ao 5 400 milhões de euros de volume de negócios no sector, 3 600 novos postos de trabalho e 12 000 unidades de negócio, de acordo com o Censo do Franchising referente a 2010


 


“2010 foi um ano de expansão em fase de contracção. E isto é muito habitual no franchising”, afirmou Andreia Jotta, e explicou: “em alturas de maior contracção económica há uma maior apetência pela criação de um negócio em franchising, porque são novas oportunidades de negócio, e acaba por proporcionar ao sector um crescimento bastante favorável. Infelizmente o facto de haver mais instabilidade laboral e as pessoas, de uma forma geral, não sentirem o seu emprego para toda a vida é positivo e favorável ao crescimento do franchising”.


 



Segundo o ranking anual por marca/número de unidades em Portugal a Optivisão, a 5 à SEC e a Remax ocupam os lugares de topo. Quanto às áreas mais apelativas para quem quer ser franchisado de um rede, Andreia Jotta refere que são os negócios ligados a serviços, nomeadamente estética/saúde/bem-estar, formação/ensino, principalmente para crianças, mediação imobiliária e consultoria financeira, pois “concentram as maiores oportunidades de negócio de baixo investimento” e, “neste momento, o perfil de investidor que temos procura as oportunidades de investimento low cost”.


 


Há 10 anos cerca de 35% do total de marcas era portuguesa, mas a tendência é de crescimento – actualmente esse valor é já de 59%. E, das 73 novas marcas que apareceram em 2010, 75% são nacionais. Em Espanha, por exemplo, 81% das marcas são de origem espanhola e em Itália são 96%. “Isto é um sinal de maturidade deste mercado”, defende Andreia Jotta.


 


Relativamente à internacionalização das marcas nacionais, 2010 foi um ano “muito interessante”. Andreia Jotta revela dados: 21% das marcas nacionais operam no estrangeiro, ou seja, um total de 750 unidades, principalmente em consultoria financeira, acessórios de moda e vestuário.


 


“Temos marcas que operam em 25 países diferentes, não existe um único continente onde não exista um conceito nacional – Arábia Saudita, Dubai, África do Sul, Marrocos, Polónia, Turquia, México, Uruguai, Espanha, Brasi são alguns dos paísesl”, conclui Andreia Jotta.


 


 


beeBusiness: a diversificação


 


 


A beeBusiness gere há 6 anos a rede imobiliária Square. Em 2010 começaram a diversificar e surgiram a Square Obras, a Wine Element e a Bloem.


 


 


O Imagens de Marca esteve à conversa com João Cunha, administrador da beeBusiness, que começou por sublinhar que “o franchising representa 3,1% do PIB nacional”, sendo assim um “conceito vencedor”. Por isso, a Square Imobiliária tem já 34 lojas em Portugal e “foi considerada o ano passado a melhor rede nacional de franchising”. O processo de internacionalização para Angola já está em fase avançada e o mercado brasileiro está no horizonte do empresário.


 


 


O primeiro passo na diversificação foi dado com a Square Obras, uma empresa de construção civil que pertence a uma rede, pretendendo a partilha e adquisição de know how, com um rosto comercial associado a uma marca que já tem projecção.


 


 


“É uma mercado com um potencial de crescimento muito grande no nosso país, na medida em que temos mais de 1 milhão de fogos a necessitar de intervenções ao nível da reabilitação. Somos um país que acabou de sair de um boom imobiliário e há mais de uma década que a construção nova tem caído. Estamos na fase de reabilitar o existente”, afirma João Cunha.


 


 


Saindo do ramo imobiliário, a beeNusiness abraçou duas áreas de negócio completamente distintas, “mas também com muito potencial de crescimento em Portugal”.


 


 


Uma delas é a Wine Element, a primeira rede de franchising de wine bars, criada em parceria com o enólogo João Portugal Ramos. João Cunha defende aqui um “conceito assente no facto de se tratar de um espaço onde o vinho é a alma, mas que será incorporado em espaços já existentes, que já têm alguma dinâmica criada”, como por exemplo, livrarias.


 


 


Mas avisa: “não será uma enoteca. Numa enoteca encontram-se várias gamas de vinhos por produtores, regiões, classes muito abrangente, 200 vinhos diferente. O propósito da Wine Element não é esse. É termos uma gama de vinhos em menor quantidade, mas que abrangem todos os níveis e regiões do país. Teremos o sucesso do conceito no facto de ser um espaço de experiências”.


 



 


O outro conceito, já a caminho 2 meses e meio de existência e com uma unidade aberta na Avenida de Roma, é a florista Bloem –  escrito em holandês, que significa flor. É, tal como os outros, um conceito totalmente nacional. “Procurámos democratizar a flor e o design junto do consumidor. Não só ter o melhor produto do mercado, mas também uma abordagem muito activa junto do cliente final, de marketing relacional, com workshops na loja e livros sobre flores.


 


 


João Cunha sublinha o potencial de desenvolvimento de todos os negócios da beeBusiness, por serem “áreas de negócio onde sentimos que a oferta existente carecia de uma série de melhorias. Há um território enorme para poder explorar este mercado, com propostas muito inovadoras, disruptivas e que têm tido uma receptividade muito positiva”.


 


 


 



My Center: de Espanha para Portugal


 


A My Center lançou a sua primeira loja em Março, na cidade de Leiria, e pretende “oferecer soluções no mundo da poupança, para dia-a-dia das empresas, famílias e particulares” disse ao Imagens de Marca, Cármen Diniz, directora comercial My Center Portugal


 


“Há soluções no mercado que podem ter uma componente de poupança e o cliente final não tem tempo para investigar o vasto leque de ofertas que há no mercado”, adianta Cármen Diniz.


 


Energia e Tecnologia, Telecomunicações; Seguros; Finanças, Consultoria para PME´s, Viagens, Imobiliária, e Lazer e Outras Oportunidades são as áreas que o cliente final pode consultar com a ajuda de um Guia de Poupança – um profissional com formação sobre os produtos disponíveis e com um perfil comercial. A ideia, segundo a responsável do projecto, é “gastar menos e gastar melhor”.


 


A marca pretende abrir 250 unidades em 5 anos, lança-se, por isso, no mercado nacional, com um preço que considera bastante competitivo, 9 900 euros. 


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