21 de fevereiro de 2008

Histórias de Marca

Vídeo: Campanha “Beba um Café por Timor”, um exemplo de responsabilidade social da marca.


 


E ainda:


- Conheça as outras Marcas de Confiança 2008 eleitas pelos portugueses


- Em semana de aniversário, o Continente também foi eleito Marca de Confiança dos portugueses. Recorde a transformação da imagem da marca.


 


“Hoje não me arrependo das minhas acções quanto aos investimentos feitos nas nossas marcas, porque uma marca é um património muito importante para qualquer empresa e como tal tem de ser criada, tratada e acompanhada muito de perto, para que possa continuar a valorizar-se, à medida que vai crescendo no mercado e ganhando posição em relação às marcas concorrentes”. As palavras são do patriarca da família Nabeiro. O fundador da Delta Cafés garante, numa crónica publicada no site do Imagens de Marca, que “não há marca que se sustente sem qualidade, por mais meios que se utilizem na sua promoção”. Pode estar aqui o segredo para a Delta Cafés ter sido considerada, pelo oitavo ano consecutivo, a marca de confiança dos portugueses, num inquérito levado a cabo pelas Selecções Readers Digest.


 


Tudo começou em 1961, num pequeno armazém com 50 metros quadrados na vila alentejana de Campo Maior. Rui Nabeiro tinha decidido criar a sua própria marca de café. Já na década de 70, a estrutura comercial da Delta começava a ganhar forma com o surgimento de novos produtos. Em 1984, dá-se a separação das actividades comercial e industrial. 1998 foi um ano de nova reestruturação. O Grupo Nabeiro/Delta Cafés dá origem à criação de 22 empresas, organizadas por áreas estratégicas.


 


Mas a história desta empresa que tem tanto de familiar como de comercial não é apenas feita de datas. A marca desenvolveu uma relação emotiva com os consumidores, que tenta preservar com base nos valores da empresa: “Qualidade, Imagem, Garantia, Confiança, Responsabilidade Social, Continuidade e Preço”.


 







Curiosidades



-A marca Delta é detentora do único Museu do Café em Portugal.


 


- Em média, são servidos em Portugal 4 milhões de cafés Delta por dia (dados de 2006).


 


- O projecto “Beba um Café por Timor” (anúncio em destaque-vídeo)  recebeu o prémio mundial Impacto Positivo na Comunidade 2003.


 


- A organização interna da empresa é profundamente familiar, o que tem contribuído para o sucesso da marca.


 


 


Com uma previsão de vendas de cinco mil máquinas, até ao final do primeiro trimestre de 2008, a Delta Cafés entrou o ano passado no mercado das cápsulas, apresentando a marca Delta Q. Este novo produto, dirigido a um segmento Premium, vem juntar-se aos produtos e serviços da Delta já existentes: o canal Horeca, distribuição retalhista e grossista e Office.


 


Mas a diversificação de negócios também é uma característica da estratégia da marca. Juntando o vinho e a arte, a marca investiu oito milhões de euros no sector vinícola, com a construção da Adega Mayor, desenhada pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira. “Campo Maior, que sempre nos acompanhou, marcará agora pelas suas condições de clima e de solo e pelas castas alentejanas o carácter e o perfil dos nossos vinhos”, as palavras são do Comendador Rui Nabeiro. A nova adega começou a funcionar nas vindimas de 2006,  produzindo 185 mil garrafas.


 


Mas se quiséssemos fazer sobressair um traço da personalidade desta empresa, teríamos de realçar a aposta na Responsabilidade Social. A Novadelta foi a primeira empresa com Certificação de Responsabilidade Social SA 8000. Depois disso seguiram-se inúmeros prémios e reconhecimentos, entre eles o Corporate Conscience Awards, recebido em Nova Iorque ao lado de Ramos Horta. Em 2005, é a vez da revista Exame e do semanário Expresso premiarem as boas Práticas de Gestão de Responsabilidade Social e Empresarial e, em 2007, a Consultora Ernest & Young aplaude o Contributo Social da empresa. Conquistas que na prática representam acções reais de ajuda. O Imagens de Marca acompanhou um almoço organizado pela empresa, para idosos. Veja aqui.


 


Actualmente, com uma quota de mercado nos 35 por cento, a Delta é líder em Portugal no segmento dos cafés torrados. A exportação representa 25 por cento dos lucros da empresa, tendo Espanha como o principal destino (veja aqui). Em 2011, a marca quer posicionar-se entre as cinco maiores empresas do sector no mercado espanhol. Mas outros trilhos se abrem, em direcção a África e ao continente asiático.


 


Numa aproximação às camadas mais jovens da população, a marca dá nome pelo segundo ano consecutivo ao festival Delta Tejo. Uma parceria entre a empresa e a Música no Coração, que reúne artistas de países produtores de café. Esta edição aposta num “café mais verde”: Saquetas de açúcar biodegradáveis a promover o festival, recolha e triagem do lixo e avaliação de libertação de dióxido de carbono são algumas das medidas verdes que a Delta pretende implementar este ano no seu festival. Recorde aqui a edição do ano passado.


 


Aconselhamos, para terminar, uma visita ao museu da publicidade do nosso site, onde pode recordar alguns anúncios da história de uma marca, que se confunde com a história do seu fundador.

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