4 de janeiro de 2014

As 10 tendências de consumo para 2014

No programa desta semana olhámos para o estudo anual da JWT sobre as tendências na área do comportamento do consumidor para 2014.

Ao contrário de 2013, em que a agência evidenciava o notável avanço tecnológico sentido no dia-a-dia, em 2014 o relatório destaca o facto de as pessoas começarem a compreender o peso excessivo que as tecnologias desempenham no seu quotidiano. Por isso, há uma procura cada vez maior por experiências imersivas e imediatas.

De seguida aprofundamos cada uma das tendências anunciadas pela JWT.

1. Experiências imersivas | Tendemos cada vez mais a procurar experiências, em vez de bens materiais. Esta realidade, aliada a uma tecnologia cada vez mais acessível, levará a que a nossa relação com as marcas ganhe contornos imersivos através de narrativas contadas de forma inovadora e envolvente, em que todos os sentidos são postos à prova.

2. A comunicação visual | Graças às novas plataformas de comunicação, como o Instagram ou Pinterest, as mensagens visuais ganharão protagonismo, uma vez que resumem melhor os conceitos do que as palavras.

3. A era da impaciência | Hoje tudo é rápido, quase instantâneo. Esperar é difícil e quase uma tortura para muitas pessoas. A nossa capacidade por esperar decresce à medida que a tecnologia avança. Por isso, as marcas deverão estar preparadas para lidar com o imediatismo, sobretudo com consumidores infelizes.

4. Os dispositivos móveis como chave para a oportunidade | Em mercados emergentes e em países em desenvolvimento, os dispositivos móveis levaram a uma melhoria da qualidade de vida das populações. Anteriormente serviços e informação relacionados com saúde, educação, agricultura ou finanças eram inacessíveis para muitos cidadãos. A tendência para uma redução do preço da internet e extensão das redes facilitarão a acessibilidade móvel, permitindo uma cada vez maior interação e intercâmbio de ideias.

5. Tecnologia telepática | Os estudos sobre a mente do consumidor vão intensificar-se. Graças ao avanço da tecnologia no campo da neurociência, a relevância das emoções e dos pensamentos como forma de personalização irá crescer. As marcas irão aprofundar a sua relação com o consumidor, procurando antecipar as suas necessidades e surpreendê-lo através de experiências personalizadas e inovadoras.

6. O fim do anonimato | A perda da nossa intimidade talvez seja o ponto negativo da grande acessibilidade que temos ganho nos últimos anos. Com objetivos comerciais, as empresas desenvolvem tecnologias para recolherem dados pessoais, seguirem e conhecerem os consumidores. Tudo o que fazemos será monitorizado e catalogado.

7. A revolta contra a máquina | À medida em que avançamos na era da imersão tecnológica, apercebemo-nos do preço que temos que pagar para disfrutar dela: cada vez mais é difícil desconectar do mundo virtual para disfrutar de uma experiência puramente humana. Os “gadgets” tornaram-se tão comuns no nosso quotidiano que passaremos a equacionar a sua verdadeira importância. Valorizaremos, por isso, mais “coisas humanas”, enquanto nos readequamos à presença da tecnologia.

8. Reinventando tradições | As normas sociais têm sido postas à prova e questionadas constantemente. As novas gerações mostram-se mais abertas, mudando atitudes, estilos e caminhos. Alguns exemplos de tradições reinventadas são o matrimónio homossexual, um papa mais moderno ou a moda feminina no mundo islâmico.

9. Orgulhosamente imperfeito | Os padrões de beleza, aquilo que é qualidade e o que é certo serão cada vez mais questionados. A debilidade está a tornar-se num sinónimo de autenticidade. As marcas devem ser conscientes de que não é necessário mostrarem-se da melhor forma possível, mas sim da forma mais natural. Desta forma, conseguirão aproximar-se dos consumidores.

10. Viver o momento | Os consumidores estão cansados devido ao ritmo acelerado das suas vidas e à inesgotável informação multicanal. Por isso, tende-se cada vez mais a adotar estilos de vida mais “humanos”, tomando consciência do presente e vivendo-o intensamente. Alimentação saudável, exercício físico, tal como a influência de religiões e práticas orientais (budismo e yoga, por exemplo) são algumas das reações contra um quotidiano “stressante”. Várias marcas estão a incluir o estilo de vida saudável no seu discurso, oferecendo conselhos e recomendações aos consumidores para que eles possam viver as suas vidas na plenitude.

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Francisco Branco

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