A melhor notícia do ano

16 de dezembro de 2015

A melhor notícia do ano

José Manuel Costa, presidente da GCI

O COP 21, Cimeira do Clima que se realizou nas duas últimas semanas em Paris, foi a melhor notícia de um ano que, para os portugueses e europeus, não deixará grandes saudades – por várias razões, algumas das quais fui abordando ao longo da minha colaboração com o Imagens de Marca.

Depois de avanços e recuos, negociações e hesitações, o acordo histórico da cidade das luzes foi finalmente aprovado com a exigência adequada: tentar conter a subida da temperatura do planeta a 1,5ºC.

O difícil acordo, ironicamente, será a parte mais fácil do processo. A partir de 2050, o mundo começará a abandonar finalmente os combustíveis fósseis e as emissões que restarem de gases com efeito de estufa serão anuladas pela sua absorção por florestas – ou pela sua, polémica, captura e armazenamento.

O que é que isto significa para a economia e negócios nacionais e globais? É altura de pensar na mudança. As empresas, cidades, países, entidades, pessoas… todos temos de deixar para trás o bla bla bla para pormos em prática as acções.

Segundo o acordo, os planos nacionais irão apresentar, a cada cinco anos, a sua contribuição para a luta contra o aquecimento global. Isto significa que não podemos varrer para o longínquo ano de 2050 ou não tão longínquo ano de 2030 a nossa mudança comportamental. A mudança comportamental das nossas empresas, negócios. É hoje.

O desafio é complexo e está nas mãos, em primeiro lugar, dos presidentes e administradores das principais empresas poluidoras. Mas todas as empresas, grandes ou pequenas, todos os municípios, sejam líderes de áreas metropolitanas ou esquecidos do interior, vão ter de colaborar.

A monitorização do público será constante e as empresas têm de se apetrechar para comunicarem melhor. Através de todas as técnicas de marketing que acreditem serem melhores para passar a sua mensagem mas, sobretudo, de estratégias de Public Relations que, coordenadas com a administração, equipas de marketing e comunicação mas também de relação com o mercado, investigação e inovação, possam atingir todos os stakeholders.

Nunca como no COP parisiense vi tantos cidadãos bem informados sobre o tema das alterações climáticas. E são estes os consumidores que já estão a escolher o seu dia-a-dia tendo como base a sua monitorização constante do que se passa à sua volta. E isso inclui o que a sua empresa está a fazer hoje, caro empresário e gestor, e a forma como ela comunica, ou não, a sua inovabilidade – a inovação para a sustentabilidade.

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