A dança das cadeiras no Web Summit A dança das cadeiras no Web Summit A dança das cadeiras no Web Summit A dança das cadeiras no Web Summit A dança das cadeiras no Web Summit

10 de novembro de 2016

A dança das cadeiras no Web Summit

Houvessem mais ouvidos nossos para ouvir e mãos para escrever. Tivéssemos nós também o poder de nos teletransportar de palco para palco e de preferência já sentados para não entrarmos em competição por uma cadeira! É esta a impressão que temos assim que começamos a navegar pela rede de iniciativas e conversas do Web Summit que por estes dias colocam em interação milhares de pessoas nos pavilhões da FIL e no MEO Arena.

Há sem dúvida muito para ouvir e ver, e é inevitável, sentimos a frustração de não conseguir ter a magia de estar em todo o lado à mesma hora. Há que olhar muito bem para o programa, selecionar e estar preparado para voltar a fazer novas seleções. Pois, nem sempre dá tempo para a transição de um lugar para o outro ou, porque quando lá chegamos já está cheio e não cabe mais ninguém. A verdade é que não se para! Há uma aura de entusiasmo geral e rostos que passam uns pelos outros ávidos por encontrar algures por ali “the next big thing”.  Naquele que foi o segundo dia em pleno do Web Summit, e porque, também tivemos de optar por aquilo que era possível acompanhar, não posso deixar de destacar a presença e intervenção de Alan Boehme, CTO da Coca-Cola, que veio dar a sua visão, de como esta marca icónica de grande consumo, se tem vindo a reinventar ao longo da sua história como nos dias de hoje, aproveitando a tecnologia para manter a sua consistência. Na sua opinião, é também esta capacidade de ser consistente no produto e na mensagem que continua a ser o grande desafio para as marcas globais.

A influência dos conteúdos no marketing foi outro dos temas em foco. A conversa intitulada “ How content drives marketing” juntou no palco Simon Sproule, o Diretor de Marketing da marca de automóveis de luxo Aston Martin; um expert em media e tecnologia de nome Rene Rechtman, Presidente da Maker Studios International, atualmente uma divisão da Walt Disney International; e ainda a presença de Constantin Eis, cofundador da Casper Sleep, marca de e-commerce especializada em produtos inovadores para descanso. Três negócios completamente diferentes que procuram tornar-se relevantes através da criação de conteúdos. Falou-se de que tipo de conteúdos se podem desenvolver e em que formatos, tendo em conta os novos comportamentos de consumo de media. Foi unanime a visão de que: “é importante a marca perceber que pode contar as suas histórias e encontrar territórios onde pode de forma natural encaixar os seus valores”. No caso de uma marca do segmento de luxo, Simon Sproule, acredita que são os formatos longos, dentro do género documental. Onde a marca consegue ter tempo para dar a conhecer a sua herança histórica. A duração destes conteúdos deve ser adaptada aos meios e à audiência que se pretende contatar. Desta conversa fica também uma ideia chave: mesmo que o produto não seja muito impactante ou a marca não tenha um passado rico em história, o mais relevante é, encontrar uma boa narrativa. Para Rene Rechteman, há uma excessiva obsessão em pensar primeiro nos conteúdos, quando o que deve estar na génese desta estratégia é o produto e os valores da marca.

A autenticidade, a verdade que se coloca na criação destes conteúdos, a capacidade de encontrar temas de interesse que toquem uma audiência, são fatores fundamentais para o sucesso dos produtores de conteúdos. Uma visão que foi partilhada por um dos nomes que mais se aguardava neste Web Summit: o ator Joseph Gordon-Levitt, que aqui participou como diretor e fundador do hitReCord, uma plataforma online que promove a colaboração e desenvolvimento de diversos projetos artísticos.

Por fim, mas, não menos importante, a presença de Sean Rad, o Sr. Tinder. Que é como quem diz: o fundador do Tinder, uma plataforma criada para ajudar os mais “tímidos” a estabelecer contactos e a desenvolver uma relação amorosa. Segundo Sean, já são mais de 20 milhões de utilizadores e a maioria vem à procura de uma relação longa e de alguém que faça o “match” perfeito consigo próprio. O tema era “Love & tech in the time of Tinder” e atraiu uma multidão que em poucos minutos lotou o MEO Arena. Muitos foram os curiosos que quiseram conhecer esta rede social que se está a expandir para novas áreas que vão muito para além da sua vertente original. Outros, quiseram ver e ouvir ao vivo e a cores Sean Rad de 30 anos contar a sua história de empreendedor. Histórias reais, contadas na primeira pessoa, que fazem do Web Summit um evento inspirador e unificador. Mostrando no plano físico de que “matéria” é feito todo este “environment” tecnológico da web. Aqui, sentados ou de pé, o contacto é mesmo cara a cara!

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Jornalista: Maria José Martins

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